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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2018;59(2):80-86 81
SAIMI study – Teeth brushing habits among immigrant children
and adolescents from the indian subcontinent in Lisbon
a b s t r a c t
Keywords: Objectives: The number of child and adolescent immigrants from the Indian subcontinent
Emigrants and Immigrants has been increasing in Portugal. Dental caries is the most common chronic disease in these
Hygiene, dental ages, and toothbrushing is the most effective prevention measure. The objective was to
Asia, western characterize the toothbrushing habits of immigrant children and adolescents from the In-
Portugal dian subcontinent, living in Lisbon.
Methods: In this cross-sectional study, children and adolescents (aged 2 to 16 years) who
were 1st and 2nd generation immigrants from the Indian subcontinent (Bangladesh, India
and Pakistan) living in Lisbon were selected based on a chain referral sampling technique
and using privileged access interviewers. Descriptive analysis of sociodemographic charac-
teristics and toothbrushing habits and a multifactorial logistical model were performed,
with toothbrushing twice a day as the dependent variable.
Results: Data was obtained from 278 individuals (66% male, mean age of 7.6±3.5 years), 48% of
which brushed their teeth twice a day. The probability of toothbrushing twice a day was signi-
ficantly and independently associated with 1st generation immigrants and older age groups.
Conclusions: In immigrant children from the Indian subcontinent, the frequency of too-
thbrushing twice a day is very low in pre-school ages, making it necessary to strengthen
recommendations for starting toothbrushing with the eruption of the first deciduous teeth,
as well as the adoption of targeted health promotion programs. (Rev Port Estomatol Med
Dent Cir Maxilofac. 2018;59(2):80-86)
© 2018 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
Published by SPEMD. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license
(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).
imigrantes onde a exclusão social não aparentava ser uma pro-
Introdução 8
blemática prevalente, pois era mais jovem, com maior escola-
Os estrangeiros com título de residência em Portugal Conti- ridade, com mais trabalhadores ativos e com maior proporção
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nental correspondem a 4% da população, habitando maiori- de beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), do que a
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tariamente (52%) na Grande Lisboa e Península de Setúbal. população portuguesa amostrada. 8
Os imigrantes do subcontinente indiano – bangladeshianos A cárie dentária é a doença crónica mais frequente entre
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(2074), paquistaneses (1785) e indianos (6421) – representa- os 5 e os 17 anos de idade, mais comum em grupos popula-
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vam cerca de 3% do total de estrangeiros residentes em 2014, cionais carenciados e a principal causa de perda de dentes.
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tendo vindo a aumentar. São predominantemente jovens A escovagem é o seu instrumento de prevenção mais eficaz, 9,12
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(23% menores de 20 anos em 2009/2010), do sexo masculi- sendo a sua realização bidiária com um dentífrico fluoretado
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no , com nível de escolaridade relativamente elevado (mais recomendada no Programa Nacional de Promoção da Saúde
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de um terço com ensino secundário completo), muçulmanos Oral (PNPSO) logo após a erupção do primeiro dente. Os há-
(Paquistaneses e Bangladeshianos) ou hinduístas (India- bitos de higiene oral relacionam -se com fatores como o nível
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nos). Chegam a Portugal sozinhos, mas são frequentemente económico 14-17 e educacional, 14,15 os hábitos alimentares, 14-16
seguidos pela família. 4 o acesso a programas de saúde oral 14,18 e serviços de saúde
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É difícil aceder a informação quanto à saúde das popula- oral. Entre 1984 e 1999, foi observado um contínuo declínio
ções imigrantes. No Quarto Inquérito Nacional de Saúde (4.º da prevalência das lesões de cárie em crianças portuguesas de
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INS), realizado em 2005/2006, os imigrantes classificaram o seu 6 e 12 anos de idade, significativamente associado (por análise
estado de saúde como ‘Bom’ ou ‘Muito bom’ em proporções multivariada de regressão) à escovagem bidiária dos dentes.
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semelhantes aos portugueses (58,6% para os imigrantes e 50,5% Na amostra do III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças
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para os portugueses, padronizado para a idade). Estes imigran- Orais (ENPDO), publicado em 2015, a escovagem bidiária era
tes, quando comparados com os indivíduos de nacionalidade realizada por 53% das crianças de 6 anos, aumentando com a
portuguesa, utilizavam mais frequentemente os serviços de idade até 78% aos 18 anos de idade. A frequência de visita a
saúde oral para prevenção (44% e 51%, respetivamente) e esco- um dentista/técnico de saúde oral também aumentava com a
vavam mais frequentemente os dentes bidiariamente (59% e idade: 58% aos 6 anos e 96% aos 18 anos de idade. Na amostra
75%, respetivamente). No entanto, esta era uma amostra de portuguesa do relatório do estudo Health Behaviour in School-

