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232                    rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2017;58(4):231-235


                                            the hospital setting and under general anesthesia, a thick incision was made extending lat-
                                            erally to the palatine torus, limited anteriorly by palatine folds and posteriorly by the greater
                                            palatine foramen. This technique demonstrated the following advantages: simple execution,
                                            favorable access, an incision line rested on a healthy bone and satisfactory postoperative
                                            outcome. In summary, this surgical technique was a functional and safe alternative and could
                                            be used in the treatment of the palatine torus when indicated. (Rev Port Estomatol Med Dent
                                            Cir Maxilofac. 2017;58(4):231-235)
                                                            © 2017 Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária.
                                                 Published by SPEMD. This is an open access article under the CC BY-NC-ND license
                                                                       (http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).








           Introdução                                         Caso clínico
           O tórus palatino é definido como um crescimento ósseo não pa-  Paciente do sexo feminino, 72 anos de idade, procurou o serviço
           tológico que ocorre ao longo da linha média do palato duro, sendo   de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da Universidade
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           considerado a exostose intraoral mais comum  e com uma inci-  Federal do Ceará queixando -se de “osso bem grande no céu da
           dência variável de 9 a 65%.  Apresenta etiologia desconhecida,   boca que dificulta falar”. A paciente relatou que a lesão teria um
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           porém alguns autores acreditam que o tórus palatino surge devi-  tempo de evolução de 10 anos, com crescimento lento e sem
           do a uma interação entre fatores genéticos e ambientais, como a   sintomatologia dolorosa. Ao exame físico intrabucal, verificou-
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           tensão mastigatória.  O seu desenvolvimento é lento e progressi-  -se um aumento de volume na região da linha média do palato,
           vo com pico de crescimento descrito no início da vida adulta. 2  consistência dura, com aproximadamente 1,5 cm em seu maior
             Clinicamente o tórus palatino apresenta -se com forma e   comprimento, base séssil, formato lobular e recoberto por mu-
           tamanho variados, o que permite sua classificação nos tipos   cosa de aspeto normal (Figura 1). Diante da hipótese diagnóstica
           plano, alongado, nodular e lobular. 4-5  A variante plana é carac-  de tórus palatino, o planeamento cirúrgico consistiu na remoção
           terizada por uma exostose suave, ligeiramente convexa na li-  da lesão em ambulatório utilizando técnica cirúrgica modificada
           nha média; varia de tamanho e é simetricamente distribuída   associada à instalação imediata de uma prótese provisória.
           para ambos os lados da rafe mediana. O tipo alongado   Inicialmente realizou -se bloqueio anestésico dos nervos
           apresenta -se como uma crista na linha média; seu comprimen-  nasopalatino e palatino maior, bilateralmente, seguido de uma
           to é variável, podendo estender -se da papila incisiva até a por-  incisão no formato de “U” invertido estendendo -se lateralmen-
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           ção posterior do palato duro.  O padrão morfológico nodular   te ao tórus palatino e sendo limitado anteriormente pelas ru-
           apresenta duas ou mais protuberâncias que se aglutinam, for-  gas palatinas e posteriormente pelo forame palatino maior
           mando sulcos entre elas e tais protuberâncias apresentam ba-  (Figura 2). Após a exposição completa do tórus (Figura 3),
           ses individuais. Já a variante clínica lobular é observada como   realizou -se sua remoção por meio ostectomia com brocas de
           uma massa óssea relativamente grande que exibe uma única   desgaste (Figuras 4 e 5). Foram realizadas as exodontias dos
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           base, podendo ser séssil ou pediculado.  Radiograficamente os
           tórus palatinos apresentam -se como sombras radiodensas que
           exibem radiopacidade mais acentuada do que o osso circun-
           dante. Ao exame microscópico, observa -se uma massa de osso
           cortical lamelar denso, sendo algumas vezes constatada uma
           zona interna de osso trabecular; entretanto, a despeito dos as-
           pectos radiográficos e histopatológicos, o diagnóstico é emi-
           nentemente clínico na grande maioria dos casos. 2 -7
             Em geral, os tórus palatinos são assintomáticos, não sendo
           necessária sua remoção cirúrgica. Em algumas circunstâncias,
           entretanto, uma intervenção cirúrgica é necessária, como por
           exemplo: em casos que exibem grandes dimensões, presença de
           traumatismo sobre a mucosa que o recobre, retenções ósseas pro-
           fundas, interferência na fala ou deglutição, indicação protética e
           considerações psicológicas. Nesse contexto, quando se faz neces-
           sária uma abordagem cirúrgica, diferentes técnicas cirúrgicas têm
           sido adotadas a depender da forma e tamanho da lesão. 8
             O presente artigo tem como objetivo discutir um caso clí-
           nico de uma paciente necessitando de remoção de um exten-
           so torus palatino no qual uma abordagem cirúrgica modifica-
           da foi empregada.                                   Figura 1. Aspeto clínico inicial do tórus palatino.
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