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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
Por ter sido excluída alergia, 94% destas crianças utilizaram BL SESSÃO DE COMUNICAÇÕES ORAIS II
como 1.ª linha terapêutica significando uma elevada rentabilidade
do estudo. ALERGIA CUTÂNEA E ALERGIA ALIMENTAR
O maior tempo entre a reação e a PPO parece ser um fator na
manutenção de desconforto em realizar BL reforçando a impor- Dia: 24 de Setembro
tância de uma referenciação rápida. Horas: 12h30 – 14h00
Sala: 2
CO 07 – Reações durante a dessensibilização – podemos Moderadores: Ana Margarida Romeira, André Moreira, Pedro Martins
encontrar um fator predisponente?
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S Farinha , J Marti -Garrido , E Tomaz , P Vazquez -Revuelta 2 CO 08 – Eritema pigmentado fixo: Uma revisão a 6 anos
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1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital São Bernardo, Setúbal, J A G Caires , L C Leao , J Miranda , M J Vasconcelos , E Dias de
PORTUGAL Castro , J R Cernadas 1,2
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2 Programa de desensibilización ICO -HUB. Unidad de Alergología. 1 Serviço de Imunoalergologia, Centro Hospitalar Universitário de
Hospital Universitario de Bellvitge, Barcelona, SPAIN São João, Porto, PORTUGAL
2 Serviço de Imunoalergologia, Hospital dos Lusíadas, Porto,
Objectivo: A dessensibilização a fármacos é frequentemente usa- PORTUGAL
da em alergia a medicamentos quimioterápicos e biológicos. Este
procedimento provou ser bastante seguro e eficaz, permitindo Objectivo: O eritema pigmentado fixo (EPF) é uma reação tardia
manter terapias de primeira linha. No entanto, alguns doentes a fármacos mediada por Linfócitos T, na qual lesões cutâneas re-
desenvolvem reações durante o procedimento de dessensibiliza- correntes aparecem no local após reexposição. Este estudo tem
ção. Para identificar aqueles com maior risco de reação, estratégias como objetivo a enfatização diagnóstica e caraterizar da população
adequadas podem ajudar. O objetivo deste estudo é identificar com EPF.
fatores de risco para doentes que reagem durante a dessensibili- Metodologia: Análise retrospectiva dos registos clínicos dos
zação a fármacos oncológicos. casos altamente suspeitos de EP estudados na área específica de
Metodologia: Arquivos de 52 doentes submetidos à dessensibili- Alergia a Fármacos entre 2014 e 2019.
zação a fármacos oncológicos no Hospital Universitário de Bellvi- Resultados e conclusões: Foram incluídos 21 doentes, 12 (57%)
tge, de Janeiro a Novembro de 2019, foram analisados e pesquisadas do sexo feminino, com uma média de idade 43 anos (entre os 3 e
reações durante a dessensibilização. Dados demográficos, triptase os 72 anos), 5 (23%) dos quais atópicos.
basal, IgE total, grau de reação anterior de acordo com os critérios Os anti -inflamatórios não esteroides (AINEs) foram os mais im-
de Brown, número de diluições usadas no procedimento de des- plicados (46,4%), seguidos dos antibióticos (AB) (42,8%). Os meios
sensibilização e positividade do teste cutâneo ao fármaco implicado de contraste iodados (MCI), anticoncepcionais (ACO) e alopurinol
foram registrados e seu possível papel como fatores de risco para estiveram em apenas 1 caso (3,6%).
reação ao longo da dessensibilização foi testado. Quinze doentes (71%) já tinham sido expostos previamente: 9 com
As variáveis categóricas foram analisadas pelos testes Chi -square reações reprodutíveis. Em 3 casos (14%) havia história clinica com-
e pelos testes t Student’s. O Odds ratio foi calculado para variáveis patível com EPF generalizado. Na maioria, as lesões surgiram nos
significativas. O IBM SPSS Statistics 25 foi utilizado para análise membros (76%) e face (19%). Envolvimento mucoso e do tronco
dos dados. ocorreu em 14% dos casos, cada. A latência entre a exposição e
Resultados e conclusões: Dos 52 doentes, 29 tiveram reações o início de sintomas variou entre as 6 horas e os 4 dias.
(9 de 16 homens, 20 de 36 mulheres). Considerando o grupo de Ocorreu resolução das lesões em 2 dias a 1 mês. Oito (38%) fica-
doentes que reagiu contra o grupo que não reagiu: a idade média ram com hiperpigmentação residual. Na fase aguda, 12 (57%) foram
foi de 63,4 ± 11,7 / 58,8 ± 13,0, triptase média de 5,07 ± 2,3 / 5,47 tratados com anti -histamínico associado a corticoterapia tópica/
± 2,3, IgE total média de 342,2 ± 518,9 / 331,4 ± 620,5; classificação sistémica.
de Brown I – 9/10 pacientes, grau II - 9/9 e grau III – 11/4; o núme- O fármaco envolvido foi confirmado em 8 doentes (4 através
ro de diluições utilizadas foi de 2 em 3/7 pacientes, 3 em 17/10 e de testes epicutâneos (TE), 4 através de prova de provocação.
4 em 8/5. Dez doentes ainda estão em estudo e 3 recusaram ser estu-
Oitenta e seis por cento dos doentes que reagiram tiveram testes dados. A Tabela 1 sumariza os procedimentos de diagnóstico
cutâneos positivos ao fármaco implicado, comparados a 43% das efetuados.
positividades em doentes sem reação (p = 0,002), Odds ratio de Os AINEs e os AB foram os fármacos mais frequentemente en-
8,0 (2,0 -31,4). Nenhuma das outras variáveis mostrou diferença volvidos. Estes resultados preliminares mostram a importância dos
significativa. AINEs, com relevância particular para o etoricoxib Salienta -se que
Como conclusão, doentes com teste cutâneo positivo ao fármaco todos o TE com AB foram negativos, reforçando a importância
implicado apresentam maior risco de reação durante o procedi- das PP.
mento de dessensibilização a fármacos oncológicos.
Este estudo foi suportado pela bolsa EAACI Clinical Fellowship 2019
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

