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XLI REUNIÃO ANUAL DA SPAIC / RESUMOS DAS COMUNICAÇÕES ORAIS E DOS POSTERS
e Mp nos restantes. As CNI determinadas encontram -se na extrema importância no esclarecimento diagnóstico, evitando a
tabela 1. descontinuação de tratamentos e a utilização de protocolos de
Em 2 doentes com suspeita de RHI à Hc, os TID foram positivos DSS desnecessariamente. No entanto, em alguns casos, a sua exe-
e toleraram o fármaco alternativo; 3 toleraram o CS suspeito após cução não foi possível, sendo que a gravidade das reações associa-
testes negativos (2 com Mp e 1 Bm). Os restantes corresponderam da ao valor limitado dos TC favoreceu a utilização da DSS como
a RHI com CS desconhecido que toleraram o CS proposto após primeira abordagem neste grupo de doentes.
testes negativos.
Conclusão: A ausência de CNI validadas limita o estudo de doen-
tes com suspeita de RHI a CS e este estudo preliminar sugere pela CO 06 – E depois da PPO? – Avaliação da rentabilidade
1.ª vez estas concentrações. Provocações com estes fármacos es- da investigação de hipersensibilidade a beta -lactâmicos
tão a decorrer de forma a validar as CNI propostas. em idade pediátrica
M Paulino , C Varandas , T Lourenço , R Limão , J Cosme , C Costa ,
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A Neves , A Lopes , E Pedro 1
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CO 05 – Abordagem de doentes com suspeita de 1 Serviço de Imunoalergologia, Hospital de Santa Maria, Centro
hipersensibilidade a anticorpos monoclonais: Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
experiência de um serviço 2 Departamento de Pediatria, Hospital de Santa Maria, Centro
J Barradas Lopes, D Malheiro, M Sousa, J Gomes, L Brosseron, Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Lisboa, PORTUGAL
P Barreira, I Lopes, S Cadinha
Centro Hospitalar de Via Nova de Gaia/Espinho, EPE, Vila Nova Objectivo: A suspeita hipersensibilidade (HS) a beta -lactâmicos
de Gaia, PORTUGAL (BL) em idade pediátrica é frequente. A avaliação imunoalergoló-
gica recorrendo à prova de provocação oral (PPO) permite iden-
Objectivo: Os anticorpos monoclonais (mAb) têm revolucionado tificar crianças alérgicas e não alérgicas, é consumidora de tempo
o tratamento de neoplasias e doenças inflamatórias, estando a sua e recursos hospitalares. O objetivo é avaliar a rentabilidade da
crescente utilização associada a um aumento de reações de hiper- PPO através do uso subsequente de BL após exclusão de alergia
sensibilidade (RH). A abordagem de doentes com RH a estes fár- e o grau de confiança dos cuidadores na sua administração. Ava-
macos recentes ainda não está perfeitamente estabelecida, pelo liámos ainda a ocorrência de reações na reexposição.
que o objectivo deste trabalho foi caracterizar o estudo alergoló- Metodologia: Selecionadas 113 crianças às quais foi excluída HS
gico realizado. a BL através de PPO negativa, com pelo menos 1 ano de seguimen-
Metodologia: Análise retrospetiva de doentes referenciados à to. Realizado inquérito telefónico avaliando uso de antibióticos
consulta de alergia a fármacos com suspeita de RH a mAb (2013- (AB), reações na reexposição e grau de conforto dos cuidadores
-2019). Diagnóstico confirmado por história clínica (HC) sugestiva na administração de BL.
e prova de provocação endovenosa (PEV) positiva ou reação re- Resultados e conclusões: Obtivemos 101 respostas com pre-
produtível durante dessensibilização (DSS), considerado provável domínio do sexo masculino 61% e média de idades 9,9±4,38 anos
se HC sugestiva e excluído se PEV negativa. (mínimo 3, máximo 21 anos). O tempo de seguimento após PPO
Resultados e conclusões: Incluídos 18 doentes, 56% sexo femi- foi de 1 a 5 anos (média 2,9±1,5 anos).
nino, mediana de idades de 62 anos (23; 74). Os fármacos suspei- Os fármacos suspeitos foram: amoxicilina N=55, amoxicilina/ácido
tos foram Rituximab (n=8), Cetuximab (n=4), Nivolumab (n=4) e clavulânico N=40, cefuroxime N=4, cefixima N=1 e flucloxacilina
Trastuzumab (n=2), utilizados no tratamento de neoplasias, púr- N=1. A média de idade nas reações foi 3,3±3 anos. Os sintomas
pura trombocitopénica imune, lúpus eritematoso sistémico e fi- mais comuns foram urticária (N=54) e exantema (N=45). A maio-
brose pulmonar idiopática. As reações foram sugestivas de anafi- ria das reações foi tardia (N=100).
laxia/choque anafilático (n=10), febre (n=3), manifestações cutâneas Das 52 que tinham realizado AB, 46 realizaram BL (19 fizeram
(n=2), dor torácica (n=2), taquicardia/HTA (n=1). A maioria das >2ciclos), sem reação na reexposição. Das 6 que não realizaram
RH ocorreram nas 2 primeiras administrações (11 na 1.ª e 5 na 2.ª). BL: 3 não tinham indicação, 2 fizeram AB alternativo por indicação
Os TC (n=7) e PEV (n=11) foram negativos em todos os doentes do médico prescritor e 1 por medo dos cuidadores.
testados. Pela gravidade e condição clínica subjacente foi realizada Às 52 que não utilizaram AB ou não tinham indicação para BL foi
DSS em 12 doentes com HC sugestiva, sendo que 2 tiveram uma questionada a confiança dos cuidadores em realizar o BL suspeito:
reação reprodutível durante o procedimento, 1 dos quais teve de 42 estavam confiantes, 3 desconfortáveis e 7 estariam muito des-
descontinuar tratamento pela gravidade da mesma. Foi confirma- confortáveis. Naqueles que referem desconforto na utilização de
do diagnóstico em 11% (n=2), por reação reprodutível durante BL o tempo entre a reação e a realização do estudo é superior
DSS, considerado provável em 28% (n=5) e excluído em 61% (n=11). (Mediana 2 vs 4 anos, p=0,01)
Em conclusão, a distinção entre RH e reações infusionais/mediadas A identificação de doentes alérgicos e não alérgicos é essencial,
por citocinas a mAb nem sempre é fácil, dificultando a abordagem uma vez que a evicção de BL é responsável por maior tempo de
destes doentes e tornando -a muito heterogénea. A PEV permitiu hospitalização, uso de AB de segunda linha e maior probabilidade
excluir diagnóstico em 61% dos doentes, sugerindo que grande de infeção por microrganismos multirresistentes. Em menos de 5
parte das reações foram relacionadas com o mecanismo de ação anos 49 crianças necessitaram de BL o que demonstra a impor-
subjacente destes fármacos. Assim, a PEV apresenta -se como de tância da avaliação imunoalergológica na exclusão de alergia a BL.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

