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Publirreportagem
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Eficiência reprodutiva em Ovinos
– onde estamos e como a devemos
abordar?
Foi este o mote para sessão técnica que decorreu no passado dia 21 de Maio, na Escola Superior Agrária do Instituto
Politécnico de Castelo Branco, fruto da parceria entre esta instituição e a Zoetis Portugal.
Partindo do reconhecimento de que existe ainda um tido mais ou menos constante, tendo sofrido uma
longo caminho a percorrer no campo da reprodução ligeira quebra de 2009 a 2012 que tem vindo a ser
em pequenos ruminantes, quer no que se refere à recuperada desde então, mas que ainda não conse-
abordagem da eficiência reprodutiva, à intensificação guiu atingir os números de há 10 anos. O efetivo, e
dos sistemas reprodutivos e, inclusivamente, às pos- concretamente, o efetivo reprodutor está estático,
síveis áreas técnicas de intervenção neste campo, o sendo, contudo, baixo em relação ao potencial do
corpo docente do referido instituto teve a iniciativa país. (Tabelas 1 e 2)
de realizar uma sessão teórico -prática dirigida a todos A produção de carne de ovino tem vindo a dimi-
os alunos da instituição, produtores de ovinos e mé- nuir (cerca de 7,5% de 2016 para 2017) ou seja,
dicos veterinários assistentes das explorações, convi- têm -se levado a abate um menor número de animais.
dando a Zoetis Portugal para parceira. Entre outros fatores relacionados com o mercado, é
A sessão, que contou com a presença de cerca de provável que este decréscimo também se relacione
100 participantes, teve início com uma exposição com o aumento da exportação de animais vivos (que
teórica, conduzida pelas médicas veterinárias da área cresceu 177% face a 2016).
de ruminantes da Zoetis, Marisa Bernardino e Marta Tradicionalmente, os portugueses não são grandes
Rosado que, após uma contextualização do ponto de consumidores da carne de pequeno ruminante, apre-
situação do setor dos pequenos ruminantes no nosso sentando um consumo médio anual de 2,3kg per
país, abordaram alguns conceitos relacionados com capita (é, na verdade, a carne menos consumida), o
a reprodução em ovinos, possíveis formas de inten- que nos torna praticamente auto -suficientes, mesmo
sificação dos sistemas de cobrição, métodos de con- com o aumento da exportação.
trolo da reprodução, áreas técnicas em que urge ha- No que diz respeito à produção de leite, de ovelha
ver intervenção e algumas doenças com impacto na e cabra, tem -se mantido também mais ou menos
reprodução desta espécie. constante, apenas com uma ligeira diminuição veri-
Os dados da produção disponibilizados nos bole- ficada na produção de leite de cabra.
tins de estatísticas agrícolas (INE) foram sumaria- Não obstante estes níveis de produção nacional
mente apresentados e permitiram verificar que o mais ou menos constantes, no mercado da exporta-
número de cabeças de 2009 a esta parte se tem man- ção a situação parece assumir uma figura bastante
distinta, já acima referida, com um aumento em larga
escala nos últimos 10 anos (dados dos Relatório de
Estatísticas Agrícolas, INE, 2010 e 2017).
Ora, para satisfazer esta demanda do mercado
externo e aumentar a rentabilidade das explorações,
torna -se crucial a aposta numa reprodução mais pro-
gramada e eficiente.
O ponto de partida para o cumprimento destes
objetivos será, inevitavelmente, uma boa base de
registos em que se conheçam, de forma fidedigna,
indicadores reprodutivos como a fertilidade, a proli-
ficidade e a fecundidade do rebanho.
Não menos importante será o conhecimento das
características do ciclo reprodutivo dos pequenos
ruminantes e da sua sazonalidade (isto é, da capaci-
dade de ciclarem apenas em épocas do ano favorá-
veis, à medida que os dias vão ficando mais curtos).
Ao período em que o oposto acontece (dias mais
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