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Atualidade profissional

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                                bactéria. É também muito importante que os antibió-  burnetii para o ambiente, a diminuição da taxa de
                                ticos sejam utilizados de uma forma tão responsável   abortos e a melhoria da fertilidade em bovinos lei-
                                quanto possível para evitar o desenvolvimento de   teiros.
                                resistências; assim, tendo isto em conta, não é acon-  De acordo com um estudo conduzido em Espanha
                                selhável a utilização sistemática de antibióticos no   que incluiu várias explorações leiteiras com febre Q,
                                controlo da febre Q.                   a taxa de sucesso após a primeira inseminação artifi-
                                 É, sem dúvida, importante que sejam implementa-  cial (IA1) é superior em animais vacinados, por 11.8
                                das medidas não terapêuticas. De um modo geral, é   pontos percentuais: 41,9% após a IA1 em animais
                                obrigatório manter uma boa higiene das instalações   vacinados, em relação a 30.1% após a IA1 em ani-
                                nas épocas de partos. No caso específico da febre Q,   mais não vacinados. Segundo o mesmo estudo, hou-
                                deve evitar -se espalhar estrume no solo em dias de   ve também uma redução de 2 semanas no intervalo
                                vento muito intenso. A medida de maneio mais im-  parto – conceção (106 dias em animais não vacinados
                                portante a adotar para controlar a febre Q é fazer   versus 92 dias em animais vacinados). O número de
                                recolha e destruição sistemáticas das placentas e dos   lactações das vacas não teve influência nestes resul-
                                fetos abortados.                       tados.
                                 Por último, a melhor forma de proteger uma ex-  O custo do aumento de 1 dia no intervalo parto
                                ploração é através da utilização de uma vacina con-  – conceção varia conforme o país, o sistema de pro-
                                tra a febre Q. Está disponível no mercado uma va-  dução e ainda a fase da lactação. No entanto, 5€ por
                                cina anti -fase I (Coxevac, Ceva Santé Animale) para   dia é considerado um custo realista e sobre o qual
                                bovinos e caprinos. Esta vacina pode ser utilizada   existe consenso. Tendo este número em mente, uma
                                em segurança em animais gestantes. As principais   redução de 2 semanas no intervalo parto -conceção
                                vantagens da utilização de uma vacina anti -fase I   representa para o produtor uma poupança de 70€/
                                são: uma redução significativa na excreção de C.   vaca/lactação.  •







        NOME DO MEDICAMENTO VETERINÁRIO COXEVAC suspensão injetável para bovinos e caprinos COMPOSIÇÃO QUALITATIVA
        E QUANTITATIVA Cada ml contém: Substância ativa: Coxiella burnetii inativada, estirpe Nine Mile ≥ 72 Unidades FQ (Unidade
        de Febre Q: potência relativa da fase I do antigénio medida por ELISA em comparação com item de referência). Espécies ‑alvo
        Bovinos e caprinos Indicações de utilização, especificando as espécies ‑alvo Bovinos: Para imunização ativa de bovinos por
        forma a diminuir o risco em animais não infetados e vacinados quando não ‑gestantes, de se tornarem excretores (5 vezes menor
        probabilidade, em comparação com animais que receberam um placebo), bem como, para reduzir a excreção de Coxiella burnetii
        nestes animais, através do leite e muco vaginal. Início da imunidade: não estabelecido. Duração da imunidade: 280 dias após
        conclusão da primovacinação. Caprinos: Para a imunização ativa de caprinos para a redução do aborto causado por Coxiella burnetii
        e para a redução da excreção do organismo através do leite, muco vaginal, fezes e placenta. Início da imunidade: não estabelecido.
        Duração da imunidade: um ano após a conclusão da primovacinação. Contraindicações Não existem. Advertências especiais
        para cada espécie ‑alvo A vacinação de animais já infetados no momento da vacinação não terá nenhum efeito adverso. Não há
        dados disponíveis sobre a eficácia da utilização de COXEVAC em machos. No entanto, em ensaios laboratoriais de segurança,
        a administração de COXEVAC em machos demonstrou ser segura. Caso seja decidido vacinar todo o efetivo, é aconselhável a
        vacinação simultânea dos machos. Não há benefícios na vacinação (conforme descrito nas indicações para bovinos), de vacas
        infetadas e/ou gestantes. O significado biológico dos níveis de redução demonstrados na excreção em bovinos e caprinos é
        desconhecido. Reações adversas (frequência e gravidade) Bovinos: Foi muito comum observar nos estudos laboratoriais uma
        reação palpável de 9 a 10 cm de diâmetro, no máximo, no local da injeção, que pode durar 17 dias. A reação diminui gradualmente e
        desaparece sem necessidade de tratamento. Caprinos: Foi muito comum observar nos estudos laboratoriais uma reação palpável de
        3 a 4 cm de diâmetro no local da injeção, que pode durar 6 dias. A reação diminui e desaparece sem necessidade de tratamento. Foi
        muito comum observar em estudos laboratoriais um ligeiro aumento da temperatura retal, durante 4 dias após a vacinação. Através
        da experiência de pós ‑comercialização relativa à segurança, foram relatados, com pouca frequência, sinais sistémicos, tais como
        letargia, mal ‑estar e/ou anorexia. Raramente, tem sido relatado diarreia, através da experiência de segurança pós ‑comercialização.
        Posologia e via de administração Via subcutânea. Agitar bem antes de usar. Administrar a vacina da seguinte forma: Bovinos: 4
        ml na região do pescoço. Caprinos: 2 ml na região do pescoço. Bovinos a partir dos 3 meses de idade: Primovacinação: Devem ser
        administradas duas doses por via subcutânea com um intervalo de 3 semanas. Em condições normais, o calendário de vacinação
        deve ser planeado de modo a que a primovacinação esteja completa cerca de 3 semanas antes da inseminação artificial ou cobrição.
        Revacinação: Todos os 9 meses, conforme descrito na primovacinação, com base numa duração da imunidade de 280 dias. Caprinos
        a partir dos 3 meses de idade: Primovacinação: Devem ser administradas duas doses por via subcutânea, com um intervalo de 3
        semanas. Em condições normais, o calendário de vacinação deve ser planeado de modo a que a primovacinação esteja completa
        cerca de 3 semanas antes da inseminação artificial ou cobrição. Revacinação: Deve ser administrada uma dose anualmente. Duração
        da imunidade ainda não foi estabelecida. A proteção foi demonstrada através de prova virulenta, 8 semanas após a primovacinação.
        Intervalo(s) de segurança: Carne, leite e vísceras: Zero dias. TITULAR DA AIM Ceva Saúde Animal – Produtos Farmacêuticos e
        Imunológicos, Lda. Rua Doutor António Loureiro Borges, 9/9A – 9ºA – Miraflores 1495 ‑131 Algés AIM N.º EU/2/10/110/001 ‑002 N.º
        de Código Nacional: 840/10 CIVPT DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO 30/09/2010 DATA DA REVISÃO DO TEXTO Encontram‑
        ‑se disponíveis informações detalhadas  sobre este medicamento veterinário no  website  da Agência Europeia do Medicamento
        http://www.ema.europa.eu. MEDICAMENTO VETERINÁRIO SUJEITO A RECEITA MÉDICO VETERINÁRIA.

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