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O desenvolvimento e a ampliação adicionais dos
esquemas de avaliação adequados e de métodos sóli-
dos a nível científico para determinar a segurança para
outras espécies de abelhas, além das abelhas melíferas,
são os principais desafios que os reguladores, os cien-
tistas e a indústria irão enfrentar nos próximos anos.
Embora exista bastante debate sobre a adequabi-
lidade da utilização da abelha melífera como substi-
tuta de outras espécies, é claro que é impossível de-
senvolver protocolos para cada um dos mais de 20
000 polinizadores de abelhas, de um ponto de vista
puramente prático. Além disso, como o conhecimen-
to sobre a biologia, a ecologia e os potenciais riscos
(sensibilidade e exposição) para estes polinizadores Zangão (Bombus terrestris).
no ambiente agrícola é ainda incompleto, a indústria,
o meio académico e os reguladores de proteção das
plantas estão a colaborar para desenvolver métodos
de teste de nível 1 para alguns dos mais importantes,
incluindo espécies zangões (Bombus) e abelha soli-
tária (por ex., Osmia) (Dietzsch et al. 2015; San-
drock & Candolfi, 2015; Van der Steen et al. 2015).
Embora os testes de nível 1 consigam determinar a
sensibilidade destas espécies, não Apis, relativamen-
te aos pesticidas, a ausência de metodologias de teste
validades, de nível mais alto, dificulta a realização de
avaliações de risco relevantes neste momento.
Apesar da utilização comum de produtos de pro-
teção das colheitas ao longo de muitos anos, os rela-
tórios de monitorização de incidentes de rotina do-
cumentaram relativamente poucos casos de
interações nocivas pesticida/polinizador. Na sua
avaliação de risco do imidaclopride para os poliniza-
dores, em 2016, os reguladores dos EUA identifica-
ram muito poucos incidentes com abelhas ao longo Abelha solitária (Osmia bicornis).
dos muitos anos de utilização. Na realidade, não
existe uma única perda de colónias de abelhas melí- redução adicional, em países europeus, tais como o
feras documentada, nos Estados Unidos da América, Reino Unido e também a Alemanha (Jones, 2016;
que possa ser atribuída a exposição após a aplicação Thompson & Thorbahn, 2009) (Figura 4).
legal de imidaclopride, apesar da sua utilização dis- O número de estudos necessários para avaliar o
seminada na agricultura. Os relatórios anuais de risco potencial para as abelhas, dos produtos para
monitorização confirmam que o número de inciden- proteção das colheitas, aumentou a uma velocidade
tes nocivos permanece reduzido, com tendência de espantosa, nos últimos anos, e é certo que os novos
A indústria da proteção das colheitas,
o meio académico e as entidades
reguladoras estão a colaborar para
desenvolver métodos de teste para outras
abelhas além das abelhas melíferas,
incluindo as espécies zangões (Bombus)
e abelhas solitárias (por ex., Osmia).

