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EVOLUÇÃO CLÍNICA
Perante o quadro clínico iniciou empiricamente antibioterapia de largo espectro com

piperacilinatazobactam. Após exclusão de neoplasia, manteve 20 dias de
antibioterapia, completando 5 semanas de antibioterapia (já tinha realizado 2 semanas

de amoxicilina e ácido clavulânico).

Manteve repouso no leito com melhoria dos sintomas de dorsalgia e da tosse, com
apirexia mantida e negativação de parâmetros de fase aguda.

Manteve controlo imagiológico sugestivo de diminuição das lesões documentadas.
Teve alta ao trigésimo dia de internamento.

Após a alta foi observado em consulta de Neurocirurgia, sem critérios para
intervenção cirúrgica. Manteve seguimento em consulta de Infeciologia e

Pneumologia. Realizou nova tomografia computadorizada cerca de 6 meses após a

alta onde já não se visualiza coleção para-vertebral ou outros sinais de infeção ativa.



DIAGNÓSTICO DEFINITIVO

Espondilodiscite secundária a abcesso paravertebral com envolvimento pleural e
pulmonar.



CONCLUSÃO

A espondilodiscite infeciosa é uma causa rara de lombalgia no adulto com
significativa morbilidade e mortalidade. A inespecificidade dos sintomas e a evolução

insidiosa do caso dificultaram o diagnóstico. O facto de não ter sido identificado

agente etiológico dificulta o esclarecimento da lesão inicial, no entanto, a evolução
imagiólogicaé sugestiva de que a espondilodiscite seja a lesão secundária.

A espondilociscite secundária pode ocorrer por disseminação hematogénea,
inoculação direta ou contiguidade. A etiologia pode ser piogénica, sendo a bactéria

mais frequente Staphylococcusaureos (42-84% dos casos), granulomatosa causada
por micobactérias (Mycobacteriumtuberculosis é o mais frequente), espiroquetas

(Brucellaspp) ou fungos (Criptococcusspp ou Aspergillusspp).

Dada a resposta imagiológica e clínica à antibioterapia de largo espectro instituída,
apesar da ausência de isolamentos em exames culturais, um abcesso paravertebral de

etiologia bacteriana, não tuberculosa, parece ser o diagnóstico mais provável.




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