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com a VNI versus oxigenoterapia convencional, especialmente se utilizada com
capacete, e nos doentes com PaO2/FiO2 entre 200 e 300, sugerindo o maior benefício
nos doentes com hipoxémia ligeira e com recurso ao capacete.A taxa de intubação não
parece ser afectada pelo modo ventilatório, mas a mortalidade na UCI parece ser
reduzida com a ventilação binível (versus CPAP).
Em suma, a VNI é uma modalidade de suporte ventilatório reconhecidamente eficaz na
insuficiência respiratória crónica agudizada ou aguda hipercápnica, sobretudo no doente
com exacerbação da DPOC ou no edema agudo do pulmão cardiogénico. É uma
ferramenta muito útil no suporte dos doentes com insuficiência respiratória aguda
hipoxémica, contudo, a selecção dos doentes tem de ser criteriosa e, nos casos em que a
evidência é mais escassa, a sua utilização tem de ser feita sob vigilância apertada, em
UCI. Perante a falência desta técnica, não se deve atrasar a intubação traqueal, pois tal
atraso tem impacto negativo na mortalidade. Desta forma, é imperativodefinir variáveis
preditivas da falência da VNI.É exemplo o trabalho publicado por Duan e colaboradores
no IntensiveCare Medicine em 2017, em que os autores propõem um score preditivo de
falência da VNI (score HACOR – heart rate, acidosis, consciousness, oxygenation,
respiratory rate), com um cut-offóptimo de 5 pontos e uma área sob a curva (AUC) de
0.88 após a 1ª hora de VNI. A identificação do doente que falha deve ser feita,
idealmente, após a primeira hora de suporte ventilatório. Finalmente, a HFNO é uma
modalidade terapêutica que se impõe na gestão do doente com insuficiência respiratória
aguda hipoxémica, com bons resultados, podendo ser utilizada, quer de forma isolada,
quer em associação com a VNI.

