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da era da ventilação pressurimétricabi-nível, com os termos IPAP (inspiratory positive
pressureventilation), EPAP (expiratory positive pressureventilation) e pressão de

suporte a entrar no quotidiano das prescrições e com o conceito de que a frequência
respiratória, o tempo inspiratório e a relação I:E eram definidos pelo doente e que o

volume corrente era uma consequência da mecânica ventilatória individual, uma vez

parametrizado o equipamento.Estes ventiladores não tinham alarmes ou baterias, ao
contrário dos ventiladores volumétricos convencionais, pelo que a comunidade médica

se questionava sobre a segurança da VNI administrada através destes equipamentos nos

doentes mais graves ou mais dependentes do ventilador. Não obstante, foram um ponto
de viragem na evolução da VNI.

Em 1999, foi publicado no jornal CHEST um documento de consenso sobre as
indicações clínicas para VNI por pressão positiva na insuficiência respiratória crónica

secundária a patologias restritivas, DPOC e hipoventilação nocturna e mais tarde, em
2001, a AmericanThoracicSociety publicou o documento de Consenso Internacional

sobre VNI na insuficiência respiratória aguda, um marco histórico na aplicação da VNI

nos doentes agudos, e que serviria de base a revisões futuras e às mais recentes
recomendações neste campo.

Estava lançada a discussão sobre a aplicação da VNI nos diferentes tipos de
insuficiência respiratória (hipercápnica crónica, crónica agudizada e aguda hipoxémica)

e em variadas patologias, bem como sobre o tipo de equipamento a utilizar e interfaces
ideais no doente agudo. Em paralelo, o desenvolvimento de equipamentos de VNI de

última geração foi vertiginoso, quer no que respeita a equipamentos de suporte do

doente crítico, quer no que respeita a ventiladores domiciliários com características de
suporte de vida, para os doentes ambulatórios mais graves.Os algoritmos de

compensação de fugas e os triggers, limitações importantes dos equipamentos mais
antigos, foram substancialmente melhorados.

O âmbito de aplicação da VNI no doente agudo tem sido consideravelmente alargado,

reconhecidas que são as vantagens desta técnica versus ventilação invasiva: redução das
complicações mecânicas da intubação traqueal, redução do uso de sedação, redução da

incidência de infecção nosocomial e de consumo de antimicrobianos e redução da
demora média e da mortalidade, em alguns subgrupos de doentes.

As indicações actuais para VNI no doente com insuficiência respiratória aguda podem

dividir-se em situações com eficácia documentada (maior nível de evidência) e
situações potencialmente benéficas, desde que feita a selecção apropriada dos doentes e
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