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a VNI seja executada em unidades de alta dependência, exceptuando-se os casos mais
ligeiros de hipoventilação associada à obesidade e as situações em que a VNI é definida
como limite máximo de intervenção (Fig.1).
Fig.1 – Indicações para VNI no doente com insuficiência respiratória aguda.
Foram vários os trabalhos que documentaram o sucesso da VNI na exacerbação aguda
da DPOC e no edema agudo do pulmão cardiogénico, em termos de redução da taxa de
intubação traqueal, da duração do internamento e da mortalidade. Mais recentemente,
foi documentada a sua eficácia no período pós-extubação, sobretudo na prevenção da
falência da extubação e menos no tratamento da falência precoce de extubação, quando
esta ocorre. Até recentemente, era consensual a indicação nos imunodeprimidos com
insuficiência respiratória aguda hipoxémica, ao evitar as complicações associadas à
ventilação mecânica invasiva (VMI), nomeadamente pneumonia associada ao ventilador
e outras infecções nosocomiais, sedação excessiva e prolongada, lesões das vias aéreas
superiores e traqueomalácia. Esta realidade foi questionada com a publicação sucessiva
dos trabalhos de Azoulay e Lemiale em 2012 e, posteriormente, de uma revisão
sistemática e meta-análise no CriticalCareem 2017, em que os autores concluem que a
VNI instituída precocemente em doentes imunodeprimidos selecionados pode reduzir a
mortalidade, a taxa de intubação e a duração do internamento em UCI, versus
oxigenoterapia convencional, mas com resultados modestos e até questionáveis em
determinados subgrupos de doentes. Este trabalho, contudo, parece ter limitações sérias

