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A Telemonitorização assenta num conjunto de pessoas, processos, tecnologia de
sistemas de informação, dispositivos médicos e telecomunicações que trabalham de
forma articulada para permitir que um doente crónico possa realizar uma vida
independente em sua casa, recolhendo de forma sistemática dados da sua condição de
saúde que são monitorizados e analisados pelo seu médico no hospital.
O desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação incluindo a internet,
os telemóveis e smartphones, tablets e computadores, facilita a comunicação entre os
profissionais de saúde e os doentes e seus cuidadores, nomeadamente na transmissão de
planos de ação e de temas educativos relacionados com a respetiva doença. Permite
igualmente a troca de informações clínicas entre profissionais de saúde, nomeadamente
a Teleconsultoria, o Telediagnóstico ou a formação à distância dos profissionais de
saúde.
No sentido de promover uma maior utilização dos serviços da Telemedicina no SNS e a
redução das “distâncias” entre os cuidados de saúde primários (CSP) e especializados
foi publicado em Diário da República, o Despacho n.º 3571/2013, no qual o então
secretário de estado adjunto do ministério da saúde determinou: “... os serviços e
estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem intensificar a utilização
das tecnologias de informação e comunicação de forma a promover e garantir o
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fornecimento de serviços de Telemedicina aos utentes do SNS . Nesse sentido, foi
assinado recentemente pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde um Acordo
Quadro com o objetivo de promover a adjudicação de serviços na área da telemedicina,
nomeadamente serviços de Telemonitorização e de Teleconsulta e na alocação de
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equipamentos fixos, portáteis e móveis de suporte à Teleconsulta .
Na área da patologia respiratória, foi iniciado um projeto piloto de Telemonitorização
da DPOC que envolveu na 1ª fase os Hospitais de Viana do Castelo, Centro Hospitalar
Universitário de Coimbra (CHUC), Hospital Pero da Covilhã, Hospital Portalegre/Elvas
(ULSNA) e Hospital de Faro. A Telemonitorização da saturação de oxigénio, da
frequência cardíaca, da pressão arterial e da temperatura corporal permitiu identificar,
categorizar e agir em conformidade perante os alertas, assegurando assim, um
tratamento rápido e eficiente das exacerbações da DPOC 13 . Três anos após a

