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A DPOC E A INTEGRAÇÃO ENTRE CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS E
HOSPITALARES ATRAVÉS DE UMA REDE DE ESPIROMETRIA

Ana Sofia Oliveira






A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma doença comum em Portugal,
com uma elevada proporção de subdiagnóstico. Constitui atualmente uma importante

causa de morbilidade e mortalidade, com crescente impacto socioeconómico.



De acordo com as recomendações internacionais, o diagnóstico da DPOC assenta na

realização de uma espirometria. A realização deste exame numa população alvo com
fatores de risco e sintomas, tem sido uma forma efetiva e realística de fazer

diagnósticos, denominada “case finding”.



Durante anos em Portugal, a acessibilidade à espirometria nos Cuidados de Saúde

Primários foi efetuada essencialmente por referência dos doentes aos hospitais com
Serviços de Pneumologia, com longas listas de espera.



Com o objetivo de aumentar o diagnóstico da DPOC, foi implementada em 2009 um

“projeto piloto” de acessibilidade dos doentes à espirometria, efetuada nos Cuidados de
Saúde Primários com uma rede em articulação com o Serviço de Pneumologia do

Centro Hospitalar Lisboa Norte e os Centros de Saúde nas áreas de influência

hospitalar, denominada “Unidade Móvel de Espirometria”.



Neste modelo, o técnico de cardiopenumologia desloca-se às Unidades de Saúde para a
realização da espirometria em interligação com os Cuidados Hospitalares de

Pneumologia, que emitem o respetivo relatório de forma padronizada.



A efetividade no diagnóstico com este modelo, permitiu um aumento do número de

diagnósticos de DPOC em estádios funcionais ligeiros a moderados, a um reduzido
custo.
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