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Tendo em conta este facto, tem sido uma prioridade da comunidade científica a
investigação de novos métodos ambulatórios de diagnóstico mais simples e rápidos
que facilitem o diagnóstico da SAOS e consequentemente permitam o seu tratamento
atempado.
Estes novos métodos de diagnóstico incluem pacemakers cardíacos da nova geração,
holters polígrafos e biomarcadores.
Estas novas abordagens diagnósticas permitem estabelecer critérios de prioridade dos
doentes em risco de SAOS, fazer um rastreio diagnóstico, avaliar o prognóstico e
monitorizar a resposta ao tratamento da SAOS.
Por outro lado, a instituição de uma terapêutica personalizada nos doentes com
SAOS, passará muito provavelmente pela identificação de biomarcadores. Contudo, a
complexidade dos mecanismos fisiopatológicos associados a esta entidade nosológica
tem dificultado o processo de identificação de biomarcadores.
Os pacemakers de última geração utilizam sensores de impedância transtorácica com
um algoritmo avançado de monitorização de apneia do sono. Estão também em
investigação outros dispositivos médicos como os CDI com o mesmo algoritmo
avançado de monitorização de apneia do sono e um Holter polígrafo. Com estas
novas ferramentas de screening de SAOS será possível efectuar uma triagem eficaz
dos doentes com elevada probabilidade e risco de SAOS.
Na área dos biomarcadores, tem havido um destaque para marcadores de baixo custo
e de fácil acesso, nomeadamente índices eritrocitários, como o RDW (Red Cell
Distribution Width) e a relação neutrófilos-linfócitos (Neutrophil Lymphocyte Ratio),
que se têm revelado úteis na priorização de doentes de alto risco e na monitorização
da resposta ao tratamento da SAOS.
Mais recentemente a proteómica também demonstrou ser um novo método para a
identificação da gravidade da SAOS e para a monitorização do tratamento.

