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“Não deteto êmbolos ao longo do eixo arterial pulmonar focado. A toda a altura de
ambos os campos pulmonares áreas difusas de vidro despolido com áreas de
encarceração aérea com nódulos subpleuraisinfracentrimétricos:
- À direita:2 no LSD com 6,8 mm e 6,1 mm; 2 no LID com 5 mm e 9 mm;
- À esquerda:
- Língula com 6,7 mm
- 3 no LIE com 4,8 mm, 5,8 mm e 10 mm
Sugere-se caracterização histológica das alterações descritas e manutenção do controlo
evolutivo. Gânglios mediastínicos e axilares, o maior dos quais em posição subcarinal
com eixo curto de 1 cm, a relacionar com estruturas inflamatórias. Finas placas de
ateroma nas artérias coronárias. Hilos com gânglios, o maior direito com eixo curto de 7
mm, à direita com 10mm de eixo curto – inflamatórios. Aorta ascendente com 3,4 cm.
Cone da artéria pulmonar com 3,5 cm. Não há derrame pleural ou pericárdico. Litíase
vesicular.”
Antigénios urinários para Legionella (21/10/2016) – negativo
Eletrocardiograma (21/10/2016): Ritmo sinusal, 88/min.
Resumo: Doente do sexo masculino, 60 anos, fumador, operador de estação de
tratamento de água em aviário em Angola. Apresenta os como antecedentes patológicos
de relevo: paludismo, patologia hemorroidária e anemia. Medicadohabitualmente com
sulfato ferroso, fração flavonóica purificada micronizada e budesonido/formoterol.
Internadopara estudo etiológico de quadro com cerca 4 mesesde evolução e
agravamento progressivo e recente de dispneia e tosse, associado a TAC torácica com
evidência de vidro despolido apico-caudal e micronódulos,sem melhoria com
levofloxacina instituída 4 dias antes noutra vinda ao SU por febre, tosse e dispneia. À
observação à entradahavia a destacar apirexia, estabilidade hemodinâmica, auscultação
pulmonar com crepitações inspiratórias de predomínio basal e insuficiência respiratória,
sem franca elevação dos marcadores inflamatórios e com AngioTAC torácica
confirmando as alterações conhecidas.

