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rev port estomatol med dent cir maxilofac . 2018;59(1):61-64             63















                                                                Figura 6. Corte panorâmico obtido por tomografia cone
                                                                beam, demonstrando a região do seio maxilar esquerdo
                                                                completamente hipodenso. Indicando a regressão
                                                                completa da infecção




                                                               da semanalmente, até se obter uma total cicatrização da mu-
            Figura 3. Drenagem pelo alvéolo dentário,          cosa (21 dias/ terceira semana). Foi realizada uma avaliação
            demonstrando a remoção da secreção purulenta       clínica (Figura 5) e tomográfica, da região operada, após cinco
            presente no seio maxilar
                                                               meses (Figura 6), observando -se uma total remissão do quadro
                                                               infecioso.


                                                               Discussão e conclusões

                                                               Estando o caso relacionado a uma infeção dentária, a remis-
                                                               são completa do quadro clínico, através da remoção da causa
                                                               (dentes molares) foi possível.
                                                                 É importante ressalvar que há diferentes abordagens para
                                                               o tratamento desta condição clínica no seio maxilar, como por
                                                               exemplo, o acesso pela parede lateral do seio maxilar para a
                                                               curetagem da membrana sinusal e lavagem da área, sendo
                                                                                             12
                                                               esta, a opção uma das mais comuns.  Porém, no presente
                                                               caso, optou -se por uma abordagem mais simples e de menor
                                                               morbidade para o paciente. Uma desvantagem é a visualização
                                                               da região operada, em relação ao procedimento através do
                                                               acesso de Caldwell -Luc.
            Figura 4. Implantação das membranas de PRF para      Entretanto, a implantação de coágulos de fibrina na cavi-
            proteção do alvéolo dentário e fechamento da       dade do seio maxilar, após drenagem e lavagem, funciona
            comunicação buco -sinusal                          como protetor da membrana sinusal, otimizando a sua repa-
                                                               ração num menor período temporal. 5
                                                                 A presença das citocinas no PRF, para além de funcionar
                                                               como um fator de proteção, apresenta ainda uma ação an-
                                                               timicrobiana, que irá impedir a proliferação de microrga-
                                                               nismos patogênicos na cavidade do seio -maxilar, devido à
                                                               presença e quimiotaxia de células de defesa 7,11  para a re-
                                                               gião operada.
                                                                 A sua utilização nos alvéolos dentários, otimizou a cicatri-
                                                                                  3
                                                               zação dos tecidos moles,  promovendo o encerramento com-
                                                               pleto da comunicação. Ao exame tomográfico observaram -se
                                                               comunicações de pequeno a médio porte, o que poderia oca-
                                                               sionar, posteriormente, uma fístula oro -antral.
                                                                 Com isso, este caso clínico pretende ressalvar a importân-
                                                               cia da atenção a ter na avaliação geral do paciente, não apenas
                                                               da região afetada, seio -maxilar no presente caso clínico, mas
                                                               também da parte dentária, já que o seio maxilar é uma das
                                                               regiões acometidas por infeções odontogénicas da maxila. No
            Figura 5. Imagem da avaliação clínica após 5 meses do   caso em causa, a presença da membrana de PRF, auxiliou o
            procedimento operatório, demonstrando fechamento   tratamento da paciente e evitou a formação de fístula oro-
            completo da região operada pela mucosa alveolar    -antral.
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