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            Figura 3. Fotomicrografia evidenciando a presença de   Figura 5. Corte histológico exibindo epitélio escamoso
            epitélio escamoso em meio a tecido conjuntivo e infiltrado   hiperplásico, tecido conjuntivo com infiltrado inflamatório
            inflamatório (Coloração HE – aumento 40X).         intenso e áreas de congestão e hemorragia (Coloração HE
                                                               – aumento de 100X).

























            Figura 4. Corte histológico exibindo epitélio escamoso   Figura 6. Radiografia periapical com pós operatório de 60
            hiperplásico, tecido conjuntivo com infiltrado     meses, onde se observa a completa regeneração óssea e a
            inflamatório intenso e áreas de congestão e hemorragia   ausência de recidiva da lesão.
            (Coloração HE – aumento de 100X).




           terísticas hiperplásicas (Figuras 3, 4 e 5), resultando em um   Em sua maioria o CP ocorre no terceiro molar inferior,
           diagnóstico final de CP. A paciente vem sendo acompanhada   menos frequente no segundo e primeiro molares e rara-
           periodicamente há mais de cinco anos e não apresenta sinais   mente nos pré -molares e incisivos e caninos. 2,3,7,8,9,11,14
           de recidiva da lesão, conforme mostra a Figura 6.  Afeta a  superfície  distal  de  terceiros  molares  inferiores
                                                              parcialmente  irrompidos  na  posição  vertical  ou ligeira-
                                                              mente disto -angular, 3,8,10,11  como no caso apresentado nes-
           Discussão e conclusões                             te trabalho.
                                                                 As formas assintomáticas de CP ou aqueles diagnosticados
                                                                                              6
           Apesar do CP ser considerado uma lesão rara, acredita -se que   radiograficamente de forma inesperada,  que permanecem
           esta lesão vem sendo mal diagnosticada. O CP pode ser diagnos-  indetectáveis clinicamente e radiograficamente por um longo
                                                                                         7
           ticado como um CD, cisto radicular lateral, ou como pericorona-  período podem ser uma armadilha,  como ocorrido no presen-
           rite e outras entidades relacionadas a condições inflamatórias   te caso, no qual a lesão não havia sido identificada devido à
           do folículo dental. 2,5,6,7,18  O CP é considerado um tipo de cisto de   ausência de sintomatologia.
           inclusão que surge em uma bolsa periodontal, com possível ori-  As radiografias convencionais são rotineiramente utiliza-
           gem no epitélio juncional/sulcular da gengiva. 23  das como o primeiro nível de diagnóstico por imagem, porque
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