Page 7 - Clinica_Animal_6-2017
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            A                                                 B





















           Figura 2. A) Presença de duas vesículas embrionárias com conteúdo hiperecogénico. B) Presença de uma vesícula embrionária em processo de reabsorção.























           Figura 3. Vesícula embrionária aos 18 dias de gestação.   Figura 4. Diâmetro biparietal. Presença de vesículas telencefálicas.




        motilidade uterina, da eliminação da respos‑  cam luteólise e uma diminuição da progeste‑  qual se pode considerar hipoluteinismo.
        ta leucocítica no útero e do desenvolvimen‑  rona, e portanto, um diagnóstico erróneo de   Alguns autores falam de um nível mínimo
        to das glândulas mamárias.          hipoluteinismo. Por isso, antes de iniciar   de 2 ng/ml e outros, entre os quais se inclui
          Devemos pensar (do ponto de vista clíni‑  qualquer tratamento, dever ‑nos ‑emos assegu‑  o autor deste artigo, falam entre 5 e 10 ng/
        co) no hipoluteinismo naquelas cadelas com   rar da viabilidade fetal. O diagnóstico ideal   ml. Num estudo realizado foram estabele‑
        historiais repetitivos de aborto/reabsorção,   de hipoluteinismo é o de uma cadela gestan‑  cidos dois valores: 14 ng/ml durante os
        bem como no período de interestro (interva‑  te com cachorros vivos e uma progesterona   dois primeiros terços de gestação e 9,5 ng/
        lo entre dois cios) inferior a 4,5 meses ou   baixa (mais à frente falaremos de valores de   ml no último.
        ainda casos de infertilidade. Foi descrita uma   progesteronemia).      • Dado que o diagnóstico deve ser feito o
        maior incidência em certas raças, especial‑  O diagnóstico de hipoluteinismo será sem‑  mais rapidamente possível, é desejável
        mente no Pastor Alemão, e alguns autores   pre por exclusão das restantes possíveis etio‑  ter uma medição da progesteronemia
        suspeitam de uma certa herdabilidade desta   logias de aborto contagiosas ou não, já que   rápida e quantitativa, já que os testes
        patologia. Assim sendo, canalizar cadelas   a manutenção de uma gestação anormal com   colométricos ou semi ‑quantitativos não
        para reprodução que padeçam desta patolo‑  progestagénios exógenos pode levar a graves   servem nestes intervalos de progestero‑
        gia deveria ser seriamente pensado pelo cria‑  problemas para a cadela (piometra, distocia   nemia. É ideal ter alguma das máquinas
        dor profissional. A idade da cadela e o nú‑  ou septicemia, por exemplo).  disponível no mercado (figura 1) para
        mero de gestações fazem aumentar a                                        uma determinação rápida e fiável da
        possibilidade do hipoluteinismo.    Diagnóstico                           progesteronemia.
          O problema é que qualquer aborto, seja   Existem alguns problemas no seu diagnós‑  • Para o diagnóstico pode ser necessária
        por causa infeciosa (placentite, infeção in‑  tico:                       uma ecografia que nos ajude a identifi‑
        trauterina) ou fetal (alterações, morte fetal)   • Na bibliografia não fica claramente defini‑  car sinais de reabsorção embrionária ou
        liberta prostaglandinas uterinas que provo‑  do um nível de progesteronemia abaixo do   aborto.


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                                                                                                            ANIMAL
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