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CASO CLÍNICO 6
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Ana Dias ; Telma Sequeira ; Leonardo Ferreira ; Luís Telo ; Cristina Bárbara 1
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1 Serviço Pneumologia, Hospital Pulido Valente, Centro Hospitalar Lisboa Norte
2 Serviço Pneumologia, Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca
IDENTIFICAÇÃO
Doente do sexo feminino, 66 anos de idade, divorciada. Relações públicas de profissão,
residente em Cascais.
HISTÓRIA DA DOENÇA ACTUAL
Doente avaliada na consulta de pneumologia pela primeira vez em 2005 por quadro com
6 meses de evolução de tosse produtiva, dispneia para esforços progressivamente
menores e toracalgia direita, pleurítica. Referia ainda perda ponderal de 8Kg.
Negava edemas periféricos, ortopneia e dispneia paroxística nocturna. Negava
fenómeno de Raynaud e artralgias. Negava história prévia de tuberculose ou contacto
com doentes com tuberculose.
Neste contexto, realizou TCAR do tórax que revelou adenopatias mediastínicas e padrão
micronodular miliar dos lobos superiores (LSs) associado a vidro despolido e
bronquiolectasias. Fibrose intersticial nos lobos inferiores (LIs). Funcionalmente
apresentava air trapping (RV=145%) e diminuição da DLCO (DLCO=42%,
DLCO/VA=59%). O estudo da autoimunidade foi negativo, enzima de conversão da
angiotensina normal e serologias do VIH, VHC e VHB negativas. O lavado bronco-
alveolar mostrou predomínio de linfócitos (44%, CD4/CD8=14), exames bacteriológico,
micológico e micobacteriológico negativos. As biópsias pulmonares transbrônquicas
revelaram granulomas não necrotizantes com células gigantes multinucleadas do tipo
corpo estranho.
O quadro respiratório tinha surgido após celulite da face com internamento na
Dermatologia. À data, apresentava eritema e edema facial com áreas de cordões
endurecidos na região inter-ciliar e no sulco nasogeniano. As biópsias destas áreas
mostraram reacção granulomatosa tipo de corpo estranho em relação com material de
aspecto lipídico (lipogranulomas). Foi medicada com antibiótico e injecção tópica de 5-
flouracil e betametasona, com resposta apenas parcial e necessidade de desbridamento
cirúrgico. O exame anátomo-patológico das lesões excisadas revelou reacção
inflamatória crónica com múltiplos linfócitos, numerosos histiócitos epitelióides e raros
pequenos granulomas, com células gigantes multinucleadas, em relação com vacúolos

