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AEROBIOLOGIA




          A Rede Portuguesa de Aerobiologia



          e a Universidade de Évora






           Re v P or t Im unoalerg ologia 2020; 28 (suppl 1):  13-14


           Prof. Doutor António Candeias

           Vice -Reitor da Universidade de Évora – Vice -Reitoria para a Investigação e Desenvolvimento.
           Professor Associado com Agregação – Departamento de Química da Universidade de Évora



                  estreita ligação entre a Universidade de Évora   Aerobiologia, e que dedicou grande parte da sua ativida-
                  e  a  Sociedade Portuguesa  de  Alergologia  e   de científica e profissional na coordenação desta rede e
                  I
          A unologia Clínica remonta a duas décadas e       na sua afirmação enquanto instrumento fundamental para
                  m
          tem sido conseguida graças à enorme dedicação, empe-  a definição de estratégias de prevenção na área da saúde
          nho e profissionalismo por parte dos diversos interve-  pública.
          nientes. Em 2002, desta estreita colaboração resultou a   Com efeito, a Universidade de Évora reunia as con-
          criação da Rede Portuguesa de Aerobiologia – RPA, que   dições necessárias para juntamente com a comunidade
          para além de fornecer um importante serviço público   de imunoalergologistas com o mesmo interesse, criarem
          gratuito para a comunidade médica e para a sociedade   e desenvolverem a Rede Portuguesa de Aerobiologia que
          em geral é também uma infraestrutura científica única   visava a monitorização (identificação e quantificação) de
          em Portugal. Os seus objetivos foram desde início bem   grãos de pólen presentes na atmosfera de várias locali-
          definidos:                                        dades do País que cobrissem praticamente todo o País,
                                                            a divulgação pública e científica da informação resultante,
             –  Monitorizar, a nível nacional e de uma forma contí-  a realização, em termos futuros, de previsões de pólen e
              nua, os níveis polínicos e de esporos fúngicos diários   a produção de mais conhecimento através da investigação
              dos principais tipos morfológicos com relevância   quer a nível nacional, quer internacional. Esses propósitos
              alergológica e proceder sua previsão;         têm sido conseguidos e pretende -se, em termos futuros,
             –  Criar uma base de dados com a informação aero-  mantê -los e impulsioná -los.
              biológica nacional que sirva de suporte à investiga-  Desde a sua génese que a Universidade de Évora dis-
              ção aerobiológica e alergológica e;           ponibilizou condições, através de instalações laboratoriais
             –  Divulgar, a nível local e nacional, a informação sobre   para o Centro de Coordenação da RPA e apoio técnico
              os alergénios polínicos mais comuns através dos   para a concretização e funcionamento da RPA. Inicial-
              órgãos de comunicação.                        mente, através do Departamento de Biologia, por inter-
                                                            médio do Prof. Doutor Rui Brandão, depois também
             Neste sentido, realço o papel fundamental e pioneiro   através do ICAAM – Instituto de Ciências Agrárias e
          do Prof. Rui Brandão, biólogo e docente da Universidade   Ambientais Mediterrânicas, e após o infeliz falecimento
          de Évora, que se especializou na área de Palinologia e   repentino do Prof. Rui Brandão a Universidade conseguiu


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                                             REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA
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