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Elsa Caeiro
angariadas em outras atividades, têm conseguido manter noensaios, quer com espectrometria FT -NIR/ Raman,
em funcionamento uma estrutura com custos significati- quer por técnicas de Biologia molecular, como PCR. No
vos de funcionamento corrente. De facto, a RPA tem entanto, a monitorização polínica por contagens ao mi-
vindo a monitorizar grãos de pólen da atmosfera de Por- croscópio ótico continua a ser o método de referência
tugal desde 2002 de uma forma contínua, até aos dias de para validação de outras tecnologias. A RPA ao longo
hoje. Por outro lado, tem vindo a monitorizar também dos anos tem participado nalguns estudos e atividades
esporos de fungos da atmosfera das localidades, particu- de investigação, a nível nacional e internacional, como
larmente de Lisboa. Desde 2005, que a RPA divulga a está refletido na listagem de publicações no final deste
informação polínica e as previsões polinicas para a sema- Suplemento.
na seguinte, inicialmente através do portal da Universi- Importa ainda salientar que nos últimos anos a RPA
dade de Évora (http://www.rpa.uevora.pt) e, a partir de tem vindo a produzir “Calendários Polínicos” para as vá-
2007, através do portal da SPAIC (www.spaic.pt ou rias regiões do país, depois divulgados em eventos e jor-
www.rpaerobiologia.com) e no Facebook. Durante a Pri- nais científicos da especialidade de Imunoalergologia.
mavera, são difundidos boletins polínicos através dos Estes contêm a informação dos principais tipos de pólen
media e através de newsletters que podem ser subscritas, que se encontram no ar de um local ou região, os seus
de forma totalmente gratuita, pelo público em geral com níveis e o período de tempo que estes tipos de pólen
interesse no assunto. estão presentes na atmosfera. Dado o relativamente ele-
Como a monitorização se baseia na identificação e vado número de anos em que se baseiam são considerados
quantificação dos grãos de pólen dos vários taxa ao mi- fidedignos e, por isso mesmo, úteis para imunoalergolo-
croscópio óptico e é do conhecimento que também gistas e doentes com polinose, auxiliando no diagnóstico
ocorrem no ar partículas mais pequenas provenientes mais correto das sensibilizações relevantes, bem como
dos grãos de pólen (aeroalergénios polínicos), tem -se auxiliando em decisões clínicas sobre tratamento e pre-
tentado desenvolver novos métodos de captura e novas venção destas alergias respiratórias, contribuindo assim
metodologias de deteção e quantificação de aeroalergé- para um melhor controlo da doença alérgica e melhor
nios nomeadamente, por exemplo, quer através de imu- qualidade de vida dos doentes com polinose.
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

