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AEROBIOLOGIA
a criação e desenvolvimento de uma rede de monitori- Algarve, em Faro) ou, no caso de Évora, em edifício per-
zação de bioaerossóis em Portugal, a Rede Portuguesa tencente à Direção Regional da Cultura do Alentejo –
de Aerobiologia. Conseguiu -o, com o apoio de uma co- DRCALEN.
munidade médica de imunoalergologistas, impulsionando A RPA utiliza captadores de sistema Hirst e toda a
a RPA, envolvendo -se em projetos em busca de novos metodologia a eles associada para a monitorização (iden-
avanços e testando novas tecnologias com outras meto- tificação e quantificação) de grãos de pólen e de esporos
dologias para análise de bioaerossóis, muitas vezes em de fungos atmosféricos presentes no ambiente exterior,
cooperação internacional, quer através da participação metodologia recomendada pela IAA - International Asso-
em programas de pesquisa europeus ou através de ativi- ciation of Aerobiology e organizações congéneres e EAS
dades de colaboração com equipas de investigação inter- – European Aerobiology Society, segundo as normas do
nacionais. Como fruto do seu trabalho e prestigio, a documento técnico europeu CENTS/TS 16868:2015.
Aerobiologia passou a fazer parte do ensino em Portugal, A RPA é uma estrutura no âmbito da qual se procede
não apenas como parte do programa de uma unidade à análise do conteúdo do ar em partículas biológicas com
curricular/disciplina (ex.: Palinologia, Micologia, Fitopato- potenciais repercussões negativas sobre a saúde humana.
logia, Microbiologia Ambiental, entre outras) mas, pela A RPA constitui um serviço público gratuito disponibili-
primeira vez, como uma disciplina dos planos curriculares zado à população portuguesa pela SPAIC – Sociedade
de cursos de graduação (ex.: Licenciatura em Biologia) e Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica. De igual
pós -graduação (ex.: Biologia e Saúde) na Universidade de forma, os dados de contagens polinicas têm sido utiliza-
Évora, onde lecionava. Com o seu falecimento em Maio dos para o progressivo aumento do conhecimento cien-
de 2014, a Aerobiologia perdeu esse estatuto e tem vin- tífico nesta área e em áreas com ela interligadas, nomea-
do de forma progressiva a perder o seu lugar nos planos damente auxiliando na elaboração de trabalhos científicos
e programas curriculares. de alunos de mestrado e participando em estudos de
Em 2002, a RPA avançou inicialmente com a monito- redes internacionais.
rização de pólen atmosférico nas localidades do Porto, Os objetivos da RPA, em tudo semelhantes aos das
Coimbra, Lisboa, Évora e Portimão, com 5 estações de outras redes internacionais, são os seguintes:
monitorização; em 2003 juntou -se a estação do Funchal,
em 2006 a de Ponta Delgada (ilha de S. Miguel, dos Aço- 1) Monitorizar, a nível nacional e de uma forma con-
res) e, em 2012, as estações de Vila Real e Castelo Bran- tínua, os níveis polínicos e de esporos fúngicos
co. Existem atualmente, 9 Estações de monitorização em diários dos principais tipos morfológicos com re-
funcionamento que cobrem todo o País. Cada estação de levância alergológica e proceder sua previsão;
monitorização tem a ela associada um imunoalergologis- 2) Criar uma base de dados com a informação aero-
ta com funções na localidade e sócio da SPAIC. biológica nacional que sirva de suporte à investiga-
Atualmente, os coletores da RPA situam -se em uni- ção aerobiológica e alergológica e
dades hospitalares (Hospital de S. João do Porto; Centro 3) Divulgar, a nível local e nacional, a informação sobre
Hospitalar de Trás -os -Montes e Alto Douro de Vila Real, os alergénios polínicos mais comuns através dos
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Hospital órgãos de comunicação.
Amato Lusitano de Castelo Branco; Hospital Dona Este-
fânia de Lisboa) ou em edifícios pertencentes a universi- Estes objetivos tem vindo a ser conseguidos, sem
dades, (Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, qualquer apoio do Estado e com significativo esforço por
Universidade da Madeira, no Funchal e Universidade do parte das sucessivas Direções da SPAIC que, com verbas
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REVIST A POR TUGUESA DE IMUNO ALERGOLOGIA

