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Tabela 1. Estudos sobre o uso de terapias de secagem com antibióticos desde o ano 2000 (TSA: terapia de secagem com
antibiótico; S: selante interno de tetos; CCS: contagem de células somáticas; MC: mastite clínica; IIM: infeção intramamária).
Ref. Critérios de seleção Análise Efeito no pós-parto
16 vacarias: média mensal CCS no Não Petrifilm: 307 vacas, • CCS nos primeiros 180 dias: sem diferenças.
tanque <250.000 cel/ml TSA + S
1 600 vacas: média mensal últimos Petrifilm: 293 vacas. • Produção de leite nos primeiros 180 dias: sem
diferenças.
3 meses <200.000 cel./ml Petrifilm negativo: S; • II ao parto: sem diferenças.
Sem MC Petrifilm positivo: TSA + S
Não Petrifilm: 305 vacas,
16 vacarias: média mensal CCS no (157 uartos), TSA + S • Cura de tetos: sem diferenças significativas entre
tanque <250.000 cel/ml Petrifilm (89%) e não Petrifilm (84,5%).
2 594 vacas: média mensal últimos Petrifilm: 298 vacas • IIM ao parto: sem diferenças significativas entre
(1.130 quartos).
3 meses <200.000 cel./ml Petrifilm negativo: S; Petrifilm (15,8%) e não Petrifilm (15,3%).
Sem MC • MC: sem diferenças.
Petrifilm positivo: TSA + S
97 vacarias • C: maior percentagem em quartos sem TSA (19%)
1.657 vacas com CCS no último controlo: Cada vaca: 2 quartos sem do que em quartos com TSA (17%).
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Primíparas <150.000 cel/ml, TSA e 2 quartos com TSA • CCS (>200.000 cel./ml); maior percentagem em
Multíparas < 250.000 cel/ml. quartos sem TSA (20%) do que com TSA (13%).
4 vacarias • Produção de leite lactação seguinte: sem diferenças
723 vacas significativas.
Vacas com baixa CCS;
386 vacas com baixa CCS: média mensal Vacas com TSA e vacas • IIM: sem diferenças significativas, baixa CCS com
últimos 3 meses ≤200.000 cel/ml. TSA (35%), baixa CCS sem TSA (48%), alta CCS
4 sem TSA
Sem MC. (41%).
337 vacas com alto risco CCS: média Vacas com alta CCS; • CCS: vacas com alta CCS sem TSA: vacas com
mensal últimos 3 meses >200.000 cel/ml Vacas com TSA baixa CCS sem TSA maior % que vacas com aixa
MC CCS com TSA.
• Patógenos: vacas com altas CCS e com TSA+S; vacas
6 vacarias Vacas com baixa CCS:
CCS no leite de tanque:<250.000 cel/ml 2 quartos com S e 2 com baixas CCS e com TS+S; vacas com baixas CCS
sem diferenças.
890 vacas: 433 vacas com baixa CCS quartos com TSA +S
5 • Novas IIM e taxa de cura: sem diferenças.
(não infetadas), média mensal últimos Vacas com alta CCS: 2 • MC: vacas com altas CCS e TSA maior % que vacas
3 meses <200.000 cel/ml. Sem MC. quartos com TSA e 2
457 vacas com elevada CCS (infetadas). quartos com TSA+S com altas CC e com TSA+S; vacas com baixas CCS
sem diferenças.
• C: maior percentagem de quartos em vacas sem
6 2 vacarias: CCS no tanque ~150.000 cel/ml Cada vacaria: vacas com TSA (1,4%) o que em vacas com TSA (0%).
132 vacas/vacaria sem IIM TSA e vacas sem TSA • Nova IIM: maior % de quartos em vacas sem TSA
(11,8%) do que em vacas com TSA (4,3%).
24 vacarias Cada vacaria: vacas com • Nova IIM: maior % em vacas sem TSA (19%) do
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248 vacas IIM (não patogénicos) TSA e vacas sem TSA que em vacas com TSA (14%).
1. Cameron et al., 2015. J. Dairy Sci. 98: 1 ‑10. Canadá (2009 ‑2010); 2. Cameron et al., 2014. J. Dairy Sci. 97: 270 ‑284. Canadá (2009 ‑2010); 3. Scherpenzeel
et al., 2014. J. Dairy Sci. 97: 3606 ‑3614. Holanda (2011 ‑2012); 4. Rajala ‑Schultz et al., 2011. J. Dairy Res. 78: 489 ‑499. EE. UU. (2004 ‑2006). La unidad
experimental en este estudio fue la vaca, al contrario que en los demás que utilizaron el cuarterón; 5. Bradley et al., 2010. J. Dairy Sci. 93:1566 ‑1577. Reino
Unido (2007 ‑2008); 6. Berry y Hillerton, 2002. J. Dairy Sci. 85:112 ‑121. Reino Unido (1999 ‑2000); 7. Dingwell et al., 2002. J. Dairy Sci. 85:3250 ‑3259. Canadá.
comparativamente com a secagem seletiva. Contudo, microbianos com fins profiláticos. E sempre que
a importância relativa dos agentes patogénicos ma- seja possível, o veterinário responsável que passe a
mários alterou -se, sendo os agentes de origem am- receita, deve identificar o agente patogénico e medir
biental a causa mais comum de novas infeções intra- a sua sensibilidade aos antimicrobianos antes de
mamárias durante o período seco . iniciar o tratamento. Nesta mesma linha, há que
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Atualmente, o uso preventivo de antimicrobianos recordar a notificação da Comissão Europeia
está a ser questionado cada vez mais devido à sua (2015/299/04) que recomenda evitar o tratamento
associação com o aumento de resistências das bac- sistemático com antibióticos das vacas no momento
térias aos antibióticos. Por este motivo, o uso de da secagem.
antimicrobianos deve ser mais racional e seletivo,
maximizando o efeito terapêutico e reduzindo a Terapias de secagem nouTros países
possibilidade de resistência aos antimicrobianos. Apesar de tudo o que foi exposto, a secagem sistemá-
Portanto, deve -se restringir o uso rotineiro de anti- tica continua a ser o tratamento de eleição em alguns
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