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Tabela. Resultados bacteriológicos de todas as amostras colhidas. parto, a segunda vacinação aos 35 (± 3) dias desde
esse momento, correspondendo a 10 dias antes da
A B data prevista do parto, e a terceira dose aos 52 (± 3)
Agente patogénico
N % N % dias de lactação (ver figura 1). As vacas que passaram
Staph. aureus 929 3,8 2.151 15,6 por um segundo período seco durante o estudo
mantiveram -se no mesmo grupo de tratamento (va-
SCN 1.139 4,6 937 6,8
cinados ou controlo).
Str. bovis 50 0,2 0 0,0 Durante a primeira fase do ensaio, todas as vacas
Str. cansi 4 0,0 1 0,0 que estavam próximas ao parto foram vacinadas até
Str. dysgalactiae 176 0,7 19 0,1 alcançar aproximadamente 50% as vacas do efetivo
(aproximadamente seis meses). Nesse momento,
Str. misti 36 0,1 14 0,1
quando se alcançou uma cobertura de vacinação de
Str. uberis 217 0,9 132 1,0 50%, as vacas que estavam próximas ao parto foram
Streptococcus spp. 117 0,5 89 0,6 aleatoriamente escolhidas para lhes ser administrada
Corynebacterium spp. 63 0,3 40 0,3 a vacina ou para controlos negativos. Portanto,
Enterococcus faecalis 55 0,2 38 0,3 assumiu -se que se tratava essencialmente de um es-
tudo controlado, aleatório e simples -cego, já que o
Lactococcus lactis 70 0,3 11 0,1
staff do rebanho não estava a par da vacinação.
Aerococcus viridans 88 0,4 58 0,4
E. coli 191 0,8 81 0,6 resulTados
Enterobacter spp. 17 0,1 19 0,1 Realizou -se uma amostra mensal por quartos de to-
das as vacas em período de lactação durante o perío-
Outras gramnegativas 36 0,1 52 0,4
do do estudo. Também quando ocorreram casos de
Klebsiella spp. 116 0,5 6 0,0 mastite clínica, dos quartos das vacas foram colhidas
Pasteurella spp. 8 0,0 2 0,0 amostras por parte da equipa das vacarias aquando
Proteus spp. 65 0,3 63 0,5 da secagem, do parto e do sacrifício. Analisou -se a
Protothaec 0 0,0 3 0,0 taxa de cura, a taxa de novas infeções (figura 2), a
prevalência (figura 3) e a duração das infeções (figu‑
Serratia spp. 15 0,1 4 0,0
ra 4). O desenho escolhido para o estudo, com vacas
Trueperella pyogenes 2 0,0 0 0,0 vacinadas e de controlo, permitiu estimar a eficácia
Bacilli 26 0,1 5 0,0 da vacina dentro do efetivo utilizando um programa
Quartos secos 539 2,1 260 1,9 aleatório dentro do grupo.
A eficácia da vacina foi moderada no ensaio de
Ausente / Contaminado 1.452 3,5 671 2,0
campo, mas foi capaz de reduzir o Basic Reproduc‑
Culturas negativas 19.936 80,5 9.503 69,0 tion Ratio (R ) dos CNS e S. aureus em ambos os
0
S. aureus Basic Reproduction Ratio (R )
2 0
1,8 1,72 R >1 o agente
Probabilidade de sobrevivência 1,4 1 0,89 Prevalência N.º de animais infetados R =1 capaz de invadir a
1,6
0
patogénico é
1,2
população suscetível
susceptible
0
0,8
R <1 a
0
0,6
animais não pode
0,4
manter a doença
0,2 transmissão entre
na população
0
Controlo Vacinados Tempo
O Basic Reproduction Ratio (R )* é o resultado da combinação dos parâmetros de transmissão e *O Basic Reproduction Ratio é o número es-
0
de cura. No caso de S. aureus, o valor R é de 0,89 (95% CI = 0,44-1,57) em animais vacinados perado de casos secundários que têm ocorrido
0
e 1,72 nos animais controlo. R : espera-se que este parâmetro de eficácia total seja o melhor a partir de um primeiro caso numa população
0
resumo da vacinação na dinâmica de infeção numa população vacinada. completamente suscetível.
Figura 5. Basic Reproduction Ratio (R ) de S. aureus.
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