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Sobre o cancro do pulmão aprendíamos, nesse tempo que “nos últimos 50 anos
aumentou 50 vezes”. E na nossa juventude médica já era um problema, então com
poucas soluções.
A produção científica dessa época já era importante. Mas a sua difusão não tinha as
capacidades, e potencialidades, que mais tarde viria a adquirir, quando entrámos,
decisivamente, na era da informação.
A aquisição e actualização do conhecimento era uma necessidade sentida por muitos
Colegas.
Thomé Villar, e a sua equipe, tiveram a percepção deste facto, e sentiram a obrigação de
criar um “espaço” que possibilitasse, pelo menos, reduzir esta carência.
A concretização deste impulso gerou o 1º Curso de Pneumologia para Pós-Graduados,
que foi uma acção pioneira no Ensino Pós-Graduado no nosso País.
Em breve parêntesis, somos obrigados a referir que o Ensino da Pneumologia foi, pelo
menos desde o início da Regência do Professor Thomé Villar – e antes não duvidamos
que, também, o tenha sido – uma preocupação e objectivo da Clínica Universitária de
Pneumologia, nele se englobando a pré e a pós–graduação. Este objectivo foi
prosseguido pelo seu sucessor – o Professor Freitas e Costa – e também por nós
próprios, como regente da Disciplina desde a aposentação deste último, nele se
englobando a extensão a outros profissionais de saúde, para além dos médicos.
O Professor Thomé Villar faleceu em 1980. E a Direcção do Serviço, e a Regência da
Disciplina de Pneumologia foram entregues ao Professor Freitas e Costa.
Manuel Francisco Martin de Freitas e Costa(Fig. 4) licenciou-se em Medicina na
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1955.Fez o seu internato de
Pneumotisiologia no Hospital de Santa Maria (tendo sido, com Maria de Lurdes
Fonseca Santos, os primeiros internos de Especialidade no nosso País). Em 1965 foi
encarregue, pelo Professor Thomé Villar, dos exames especializados, nomeadamente os

