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Manuel Freitas e Costa, seu “filho académico”, terminava o seu Tributo a Thomé Villar,
em 2009, dizendo: foi “um Grande Médico, um Grande Pneumologista, um Grande
Mestre, um Grande Homem”.
Ao relembrarmos o ambiente do Serviço, altamente estimulante e motivador, devemos
referir o ambiente “externo” vivido na década de 60. O século XX foi um dos períodos
mais notáveis da História da Humanidade, por nele terem ocorrido progressos
científicos e tecnológicos extraordinários, havendo quem já tenha afirmado que
“comparada com a lenta evolução natural, a evolução tecnológica do século passado
assemelha-se a uma explosão”.
A Medicina reflectiu o progresso que se observou nas mais diferentes áreas das
Ciências, o que permitiu o aparecimento de novas técnicas de diagnóstico e tratamento,
novos conceitos, novas áreas do conhecimento, que possibilitaram uma evolução no
pensamento médico de forma muito diversa do, até então, praticado.
E a área respiratória beneficiou, igualmente, deste progresso.
A tuberculose, a “peste branca”,como alguém a denominou,que tinha tido como índice
epidemiológico a mortalidade, começava a ceder perante o aparecimento dos anti-
micobacterianos, iniciado na década de 40 com a estreptomicina e continuado na de 50
com outros. E com a publicação de vários estudos, nos quais se salienta o de Madrasta,
publicado em 1959 no Bull.Org.Mond.Santé, comparando o tratamento domiciliário
com o efectuado em sanatórios.
As doenças obstructivas das vias aéreascomeçavam a ser encaradas de forma diferente,
e a tentativa da sua definição – no Ciba Guest Symposium, cujos resultados foram
publicados no Thorax em 1959 – indiciava a sua complexidade, e o início de um longo
caminho que era necessário percorrer (e que nos nossos dias ainda não foi
completamente percorrido!).
A meio dos anos 60 foi descoberta a IgE, identificados os ácaros, e na sua segunda
metade apareceu o primeiro beta2-agonista, efectivamente “ mais selectivo”.

