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CASO CLÍNICO 3
Carvalho, S; Almendra, A; Carvalho, L; Lopes, A
Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, E.P.E.
IDENTIFICAÇÃO
Homem, 63 anos, raça branca, casado, natural de Portugal. Vive com a esposa.
Cirurgião cardio-torácico do sector privado.
MOTIVO DE INTERNAMENTO (a 27-03-2017):
Quadro de tosse, expectoração e febre.
HISTÓRIA DA DOENÇA ACTUAL
Doente aparentemente estável e assintomático até 21 dias antes do internamento, altura
em que iniciou quadro evolutivo de tosse seca (irritativa), sem predomínio horário,
associado a febre com pico febril máximo de 39ºC axilares; sendo que o doente
presumiu tratar-se de “infecção respiratória alta, presumivelmente viral” (sic) pelo que
se auto medicou com analgesia e antipiréticos.
Duas semanas após o início da sintomatologia prévia, refere alteração do padrão de
tosse para produtiva, com predomínio nocturno, mialgias generalizadas, e
reaparecimento do quadro febril aquando suspensão da toma de antipiréticos; motivo
pelo qual recorreu ao serviço de urgência (SU) do CHLN.
ANTECEDENTES PESSOAIS:
Tabagismo activo (100 UMA´s durante 43 anos)
Astrocitoma, submetido a embolização na F. Champalimaud em 2016, com
resolução do mesmo, sem seguimento à data de internamento.
TVP em 2016, fez NOAC e salicilato durante 6 meses.
LES, diagnosticado há 7-8 anos, tendo iniciado a 07/07/2017 na F.
Champalimaud tratamento experimental com anticorpo monoclonal que não
sabe especificar
Nefrectomia esquerda há 22 anos por Angiosarcoma
Tuberculose Pulmonar há >30 anos.
Tabagismo crónico (105 UMA)

