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Embora os diagnósticos moleculares tenham sido tradicionalmente realizados em
biópsias de tecido tumoral, testes no sangue ou as chamadas biópsias "líquidas" estão a
ganhar popularidade, pois proporcionam a oportunidade de genotipagem de maneira
menos invasiva e menos dispendiosa e podem oferecer uma chance de monitorizar as
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características moleculares de cancro ao longo do tratamento ou prever a recaída . O
princípio das biópsias líquidas é a existência de ctDNA livre das células e / ou células
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tumorais circulantes (CTCs) no sangue dos doentes com cancro do pulmão . Uma das
limitações é a sensibilidade que varia entre 60 e 80 por cento e que pode estar
relacionada com a biologia de alguns tumores que não libertam DNA na corrente
sanguínea. A deteção de mutações no sangue tem sido associada a características mais
avançadas da doença, incluindo pior performance status e prognóstico e presença de
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mais locais metastáticos .
No CPNPC, a utilização de um agente alvo específico para uma mutação driver
identificada num doente origina uma eficácia terapêutica significativamente aumentada,
muitas vezes com muito menor toxicidade. Por isso, se existe terapêutica targeted
aprovada, deve ser administrado em primeira linha.
Quando não há terapêutica estabelecida ou terapêutica off-label para uma determinada
mutação driver ou quando a inclusão em ensaio clínico não é viável, os doentes devem
ser tratados com quimioterapia ou terapia imunológica, como os que não têm mutação.
A mutação do EGFR é encontrada em cerca de 15% dos CPNPC e é mais frequente em
não fumadores. Na população asiática a incidência é substancialmente superior,
podendo atingir os 60% . No CPNPC avançado, a presença de uma mutação EGFR
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confere um prognóstico mais favorável e é fortemente preditivo da sensibilidade aos
inibidores de tirosina cinase do EGFR (TKIs) tais como erlotinib, gefitinib, afatinib e
osimertinib.
Após progressão com TKI deve ser efetuada biópsia liquida para pesquisa da mutação
de resistência T790M. Se positiva, os doentes podem ser tratados com osimertinib. Para
os que são T790M negativos no plasma, procede-se à biópsia tumoral, devido à

